Vamos falar sobre estresse: um tema muito valorizado por algumas pessoas, mas para algumas, ainda não é tratado com a devida importância. Precisamos refletir e encontrar formas de gerenciá-lo. É comum encontrarmos indivíduos que pensam que, para reduzir o estresse, simplesmente evitar o nervosismo ou a ansiedade é suficiente.
Algumas pessoas me perguntam como gerencio o estresse diante das responsabilidades profissionais e pessoais. Entre tantas respostas diferentes, algumas longas, outras mais curtas, há uma que sempre digo: o gerenciamento é muito individual, e a experiência de vida e carreira ensinam a manejar melhor o estresse.
Algo importante que tenho lido e assistido com maior frequência é: como você se comporta frente ao estresse. Esta postura sim, faz toda a diferença!
Recentemente vi um vídeo da Dra. Darria Long (“An EG doctor on triaging your crazy busy life” – TED), ela pertence a um grupo de médicos que trabalha com emergências nos Estados Unidos. Dra Darria é mais uma pessoa que sugere, como médica, que não devemos verbalizar que estamos vivendo uma “vida louca” para descrever o dia, a semana, o mês, pois isto aumenta o nível de estresse mental, o que “significa que sua capacidade de julgamento, de memória e impulso podem se deteriorar e as áreas de seu cérebro que lidam com ansiedade e raiva se ativam”.
Há alguns artigos e vídeos publicados que também ressaltam que o estresse pode ser percebido como positivo (dentro de um claro limite). Algumas pessoas produzem melhor sob pressão ou estresse. Para outras, o estresse provoca motivação, são capazes de produzirem algo distinto e em prazo menor.
Outro ponto relevante: é importante observarmos a forma que reagimos ao estresse. Não devemos reagir a toda e qualquer situação como se fossem urgências ou superprioridades. Nem tudo é urgente e nem tudo é prioridade e nem tudo precisa gerar uma situação estressante.
Profissionais que já trabalharam ou trabalham comigo sabem que sempre procuro desenvolver um projeto ou a apresentação de um plano, trabalhar em uma decisão de impacto por exemplo com bastante antecipação. Desta forma, temos a qualidade de tempo requerida e, ainda tão importante quanto: respeitamos a qualidade de tempo das pessoas para que possam desenvolver suas tarefas.
Líderes devem se conscientizar do impacto de sua própria falta de planejamento e que a falta de gerenciamento de estresse pode causar danos às pessoas de sua equipe, de forma direta ou indireta. E os custos relacionados a essas situações, financeiros ou não, são importantes.
Uma outra pergunta muito comum que recebo em eventos presenciais e webinars: o que me faz relaxar? Outra resposta muito individual. Para algumas pessoas, pode ser meditar, para outras, correr, há ainda quem prefira ouvir uma música com sons da natureza e também quem prefere ir à uma aula de luta na academia. Há outras pessoas que pensam na reinterpretação do que estresse significa na vida ou naquele momento. Em resumo: autocuidado é vital.
No meu artigo anteriormente publicado, falei sobre: “Gerenciamento de Tempo, parece simples?”, e aqui reforço a importância do tempo, do seu tempo, da qualidade de tempo de que precisamos, tanto do ponto de vista pessoal, como profissional.
Vamos focar por uma melhor qualidade de vida, pelo autocuidado, por autoconhecimento e pensamentos mais positivos.