Mulheres que fazem a diferença

No mês de março comemoramos o Dia Internacional das Mulheres e gostaria de registrar essa data com a mensagem inspirada em um vídeo que recentemente me marcou.

A ESPN (reconhecido canal internacional) convidou algumas pessoas que conhecem sobre esportes para adivinhar quem seriam as estrelas que alcançaram algumas conquistas relevantes, em modalidades distintas. Todas as pessoas convidadas nomearam somente homens como os responsáveis por tais conquistas, e nenhuma pessoa acertou as conquistas femininas (nem mesmo as mulheres nomearam mulheres). Acredito que seja uma excelente reflexão a todos nós, independentemente do gênero (o vídeo curto está disponível no YouTube e é chamado “Invisible Players“, para quem tiver interesse em assistir).

A campanha global do Dia Internacional das Mulheres neste ano é #BreakTheBias. Este tema visa a conscientizar sobre os preconceitos de gênero que as mulheres enfrentam todos os dias em todas as esferas da vida. O preconceito de gênero refere-se ao tratamento não preferencial, preconceito deliberado ou inconsciente, que está impedindo as mulheres de atingirem seu pleno potencial. O movimento #BreakTheBias visa a encorajar as pessoas a chamarem a atenção para o preconceito de gênero, e nos responsabilizar por nossos próprios pensamentos e ações.

Segundo a ONU Mulheres (perfil oficial da entidade das Nações Unidas para a igualdade de gênero e empoderamento das mulheres) somente 7% das notícias na mídia abordam sobre (des)igualdade de gênero, enquanto 3% desafiam estereótipos de gênero. Sabemos que durante a pandemia a violência doméstica aumentou. Alguns dos principais tipos de violências denunciadas por mulheres são: 50% abuso verbal, 40% abuso sexual e 35% violência física (estatísticas adicionais demonstram ainda um grande número de mulheres que não denunciam por medo) e 2 entre 5 mulheres se sentem mais inseguras caminhando sozinhas à noite desde a COVID-19.

Um dado impressionante: em todo o mundo, há 740 milhões de mulheres no trabalho informal. Em junho de 2020, tiveram queda de 50% da renda quando comparadas com o período antes da COVID-19, versus queda de 35% da renda na comparação com homens. Em todo o mundo, entre 2019 e 2020, as mulheres perderam mais de 54 milhões de empregos.

Quando pensamos em mulheres em posição de liderança temos um avanço, porém ainda muito tímido. Temos a informação de que 41 mulheres CEOs lideram empresas da Fortune 500 (em comparação a uma única mulher em 1998). No entanto, elas ainda são apenas 8% de todos os CEOs da lista.

Para termos mais mulheres ocupando posições no mercado de trabalho, é preciso entender o ambiente interno, a composição demográfica, analisar cargos e salários das empresas (independentemente de seu tamanho), traçar metas e executá-las. É preciso atrair, ter um plano de carreira e fazer com que essas profissionais acreditem em seu potencial. Ter empatia, ser transparente, entender o momento pessoal também são pontos relevantes, para que elas possam se desenvolver e se sentir acolhidas.

Entender o que é viés inconsciente (tema de um artigo anterior escrito por mim – disponível no LinkedIn) também é fundamental, para que possamos de fato trabalhar a diversidade, equidade e inclusão.

Este artigo é direcionado a todos leitores, gestores, líderes, influenciadores, profissionais capazes de abrir espaços e novas oportunidades. E convido todos a refletirem: o que está em nossas mãos hoje, para que possamos fazer a diferença na vida de uma profissional neste momento? Vamos fazer juntos o que está ao nosso alcance e seremos muitos!

Escrito por: Jaqueline Escotero

Jaqueline Escotero • 2025
Todos os direitos reservados