Acredito que você já possa ter ouvido que atualmente temos cinco gerações que convivem no ambiente de trabalho: os baby boomers (1945-1964), a geração X (1965-1980), os millennials ou geração Y (1981-1996), a geração Z (1997-2010) e a geração Alfa (2010 – presente). Vamos pensar juntos sobre alguns pontos interessantes.
Essa diversidade traz consigo uma grande riqueza, e alguns desafios. Com culturas, crenças, expectativas, algumas experiências profissionais sólidas e distintas, essas gerações compartilham hoje o mesmo espaço.
Cada geração carrega estereótipos que, muitas vezes, limitam a percepção de suas reais capacidades. Por exemplo, é comum ouvirmos que os baby boomers são menos flexíveis e têm receio de novas tecnologias; que a geração X é mais reservada, mas muito conhecida como workaholic; que os millennials buscam reconhecimento constante; e que a geração Z tem um grande foco em tecnologia e redes sociais, pois cresceram com celulares e a internet em mãos.
No entanto, limitar-se a essas suposições ou percepções impacta o ambiente de trabalho, as relações interpessoais, e não favorecem o potencial colaborativo.
Um excelente exemplo de encontros de gerações, sinergias e aprendizados foi retratado no filme “Um Senhor Estagiário”. Ben Wittaker, um viúvo de 70 anos (brilhantemente interpretado por Robert De Niro), desafia expectativas ao se tornar estagiário sênior em uma empresa fashion (e-commerce), onde Jules Ostin (vivida por Anne Hathaway) é a fundadora determinada que construiu o negócio do zero. A interação entre eles revela um encontro de gerações no ambiente de negócios, e com Ben trazendo sua experiência e sabedoria para o mundo dinâmico de Jules.
Este exemplo traz perspectivas importantes como: respeito, oportunidade de aprender com pessoas com mais senioridade, mentoria, reflexão sobre ageísmo (ou etarismo), diversidade, inclusão, equilíbrio entre trabalho e vida (famoso: worklife balance), tecnologia, reconhecimento mútuo, entre outros.
Em um artigo que escrevi, “Viés Inconsciente: a importância de falar sobre o tema”, abordei que devemos estar cientes de que cada geração carrega seus próprios valores e influências sociais, e é essencial que todos sejam tratados com equidade, sem julgamentos a partir de ideias preconcebidas.
Compartilhando minha experiência profissional em liderar estratégias e planos de Diversidade, Equidade e Inclusão para 45 mil colaboradores em uma empresa, afirmo que o sentimento de pertencimento, o entendimento de diversidade, e a necessidade de inclusão são fatores comuns entre as gerações, independentemente das diferenças aparentes e até mesmo culturas internacionais distintas.
Como descrevi em um outro artigo anterior sobre “Conversas Cruciais – uma habilidade essencial para a vida pessoal e profissional”, comunicação clara e consistente é vital para o sucesso das interações, especialmente no ambiente corporativo, para conectar diferentes gerações e ajudá-las a compreender as diretrizes e os objetivos da empresa.
Quando cinco gerações colaboram, certamente temos importantes lições para o futuro do trabalho. A riqueza da diversidade geracional está em reconhecer o valor que cada geração traz, respeitando as diferenças. É uma chance para refletirmos sobre valores, aprender novas formas de trabalho e adaptar-se a evolução corporativa, e claro, atingir os objetivos individuais e organizacionais.